quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Muito além da caipirinha e da coxinha de boteco


Caímos no La Maison est Tombée e fomos recepcionados pelo chef que nos apresentou maravilhosas iguarias, e pelos bartenders com seus coquetéis espetaculares. A frente dos bartenders estava Marcos Néia, que usou e abusou das cachaças Santa Terezinha em coquetéis exclusivos.

Marcos Néia no preparo de um dos muito coquetéis que experimentamos.

O fato é que poderíamos ficar um mês postando e ainda não faríamos jus à experiência que é sentar ao balcão do La Maison est Tombée para um trago com a recepção calorosa de um mixologista como Marcos Néia, que além de técnica, tem algo nato chamado hospitalidade.

O jovem chef conseguiu deixar ainda mais interessante o que já era bom. De sua experiência com a gastronomia clássica francesa, vêm seus pratos sofisticados e muito bem preparados, que se mantém dentro das proposta de um boteco com apresentações, aromas e sabores especiais como de um bistrô "très chic", mas agora com o aconchego que se espera encontrar em um petisco de bar. 

Coxinha com massa leve de Wasabi, recheada com ragu de carne de rã e molho Tare  para acompanhar

Técnicas de cocção precisas e empratamentos bem elaborados são um pouco da cozinha de Thiago Cerqueira e, como já havia dito, apenas indo lá para experimentar e entender melhor toda a experiência que a equipe La Maison est Tombée pode oferecer. 

Imaginem só, estes petiscos e os deliciosos coquetéis assinados por Marcos Néia.



Manhattan Twist by Marcos Néia; a substituição deste coquetel foi o tradicional Bourbon que tem notas de caramelo e baunilha e leve doçura, por uma cachaça que tem notas aromáticas intensas que arremetem a doçura que está presente na boca. O coquetel ficou elegante com características presentes da cachaça e muito bem equilibrado com o mix de vermouths que Néia utilizou. A mescla de Carpano Punt Mez e Martini Rosso equilibram bem os aromas do Carpano com a falta de amargor do Martini Rosso.


Um dos coquetéis que tivemos a oportunidade de experimentar foi o Expresso Martini que Marcos Néia recriou com cachaça envelhecida em madeira Canela Sassafraz, Santa Terezinha Robusta sabor Café, xícara de café expresso (resfriado), xarope de açúcar e perfume flambado de casca de laranja Bahia.

Casca de laranja Bahia sendo flambada por cima do
coquetel, servido em uma elegante taça de metal. 



Ovo Pochê, perfeito, servido em cama de cogumelos puxados em Cognac e Beurre Noisette (técnica clássica onde se queima levemente a manteiga criando uma complexidade aromática e uma cor de mais escura). Ao lado o coquetel Jean Prunier, a base de Brandy Napoleon, licor de ameixa, espumante Brut, gotas de bitters de Llranja e lavanda. Casca fina e torcida de toranja e uma canela em pau a decorar, que ajudam delicadamente na aromatização. Este refrescante e perfumado coquetel é um grande sucesso nas noites quentes do La Maison Est Tombée.

O Autor:
Rodolfo Sousa Bob Rodolfo Sousa Bob é gastrônomo, mixologista, treinador. Sommelier formado pelo SENAC. Especialista nível 2 Wine and Spirits Education Trust. Administrador do blog OBARVIRTUAL.

1 comentários:

bartendingnotes disse...

Manhattan Twist ou Rabo de Galo?

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